Em “Ancoradouro IV”, Benita de Paula apresenta uma leitura sensível do ambiente náutico, onde tranquilidade e força coexistem de forma equilibrada. A composição se constrói a partir de relações sutis entre luz e profundidade, sugerindo o movimento calmo das águas.
A organização dos elementos conduz o olhar de maneira fluida, ampliando a sensação de espaço e silêncio. O ritmo visual evoca o balanço suave do mar e convida à contemplação pausada.
A obra transforma o ancoradouro em um lugar simbólico de chegada e permanência. Com delicadeza e poesia, Benita de Paula traduz a essência do mar como espaço de introspecção, calma e reflexão.